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Cerveja Trappistes Rochefort 10 - Quadrupel - 11,3% ABV

Cerveja Trappistes Rochefort 10 - Quadrupel - 11,3% ABV

Quadrupel / Dark Strong Ale
Marca: Rochefort
Código: 1

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Cerveja Belga Trappistes Rochefort 10 - Belgian Quadrupel - 11,3% ABV - 330ml
 
Obra divina seria o adjetivo mais correto para se usar quando falamos em Trappistes Rochefort 10. Considerada uma das melhores cervejas do mundo, essa quadrupel surpreende a cada um dos goles, do primeiro ao último. O aumento da temperatura faz aflorar novas nuances, aromas e sabores, explorando todas as camadas de complexidade. 
 
Ela possui cor escura, bem fechada, mas é possível contra a luz verificar algumas nuances de vermelho. A sua espuma é densa e cremosa, e tem uma boa persistência, apesar do teor alcoólico de 11,3%. 
 
Nos aromas ela remete a frutas secas e passas, como ameixa e damasco, podendo também trazer uma lembrança de figos em calda, caramelo também pode ser sentido, provenientes do malte, mas principalmente pelo uso de candi-sugar, um espécie de açúcar queimado, usado para aumentar o teor alcoólico sem necessariamente aumentar muito o corpo da cerveja, que é adicionado diretamente na fervura, nesse caso o candi-sugar é mais escuro. Notas leves de chocolate também podem aparecer, dependendo da temperatura da cerveja. 
 
O fator temperatura é crucial de ser respeitado nesse estilo, pois ele volatiliza mais seus aromas com uma temperatura maior, algo entre 8º e 12º graus. 
No paladar ela se revela cremosa e sedosa, preenchendo toda a boca, a carbonatação é presente e vibrante, em função da refermentação que acontece na garrafa. Uma nota quase licorosa pode ser sentida. 
 
As frutas retomam e dominam, mas ainda é possível sentir um dulçor, e um certo amargor de malte também é sentido, que se funde ao amargor do lúpulo, porém não é persistente, é suficiente somente para que o dulçor não fique enjoativo. Ao final do gole, na boca a junção das frutas secas e passas com o caramelo e chocolate nos remete a frutas em calda, figos na sua maioria, mas também ameixa pretas.
 
O aquecimento alcoólico é presente, mas não é agressivo, em uma degustação às cegas, com certeza a sensação seria de uma cerveja com menos álcool, algo em torno de 7%, o álcool é muito bem inserido, muito bem balanceado, aquece, mas é aconchegante. 
 
Uma curiosidade a respeito da produção da Rochefort é o esquema de leveduras, que de acordo com alguns autores é usada primeiro na 6, depois na 8 e ao final na 10.
 
A abadia de Notre-Dame de Saint-Rémy foi concebida inicialmente como um convento, e somente duzentos anos depois foi transformada em monastério, e como a maioria dos mosteiros, passou por casos de destruição, o último deles na época da revolução francesa, onde teve seus bens confiscados, e sua estrutura saqueada e demolida. Em 1887 os monges da ordem retornaram e reconstruíram tudo, inclusive sua cervejaria, que é considerada uma das mais bonitas do mundo. 
 
A Ordem Cisterciense Reformada de Estrita Observância, é uma linha religiosa que segue a regra de São Bento, “Ora Et Labora”, “orai e trabalhai” em tradução livre, com os monges dividindo seu tempo entre o trabalho, o descanso e a oração. Fazem também os principais votos das ordens católicas: castidade, obediência e pobreza, e um quarto voto exclusivo, o de estabilidade, onde o monge se compromete a dedicar sua vida integralmente ao mesmo mosteiro. 
 
O voto de pobreza é observado em todas as áreas “comerciais” do mosteiro, pois toda produção, tanto de cerveja como de outros produtos deve ser usada somente para custeio das despesas da abadia, e todo lucro excedente deve obrigatoriamente ser doado ou usado para ações de caridade na comunidade onde está instalado o mosteiro. 
 
Além da regra do voto de pobreza, ainda é necessário que a produção ou no mínimo a supervisão da produção seja feita por um dos monges, para que o produto receba o selo de “Authentic Trappist Product”, selo criado para diferenciar os produtos trapistas dos de abadia comum. Então, nem todo produto feito em uma abadia é trapista, mas todo produto trapista é feito em uma abadia, ou sob supervisão da mesma.
 
O estilo consegue se harmonizar com vários pratos, um pudim de leite, com calda de caramelo seria uma experiência excelente, pois o caramelo da cerveja se fundirá ao da sobremesa, enquanto o amargor vai balancear o dulçor, enquanto a carbonatação vai limpar o palato ao final. 
 
Pratos que possuem recheio, como frango e pato também vão servir muito bem,  principalmente se possuírem frutas. Um sorvete mais neutro como creme ganharia um toque todo especial de frutas e caramelo, com um sorvete de chocolate, os sabores iriam ficar ainda mais presentes. A carbonatação nesse caso seria extraordinariamente refrescante, e o álcool faria um papel de tornar tudo quase um licor, vale muito a pena. 
 
A Trappistes Rochefort 10 é uma das “1001 cervejas para beber antes de morrer” descritas no livro de mesmo nome, do editor Adrian Tierney-Jones.

Ficha Técnica:
 
Fabricante: Abadia de Notre-Dame de Saint-Rémy.
Origem: Bélgica.
Teor Alcoólico (ABV): 11,3%
Aparência: Cor escura intensa, contra a luz, nuances de vermelho-rubi, com espuma de boa formação e retenção.
Aromas: Caramelo, chocolate e frutas passas, como ameixas e uvas pretas, chegando até figo em calda, com notas licorosas.
Volume: 330ml
 
Estilo: Belgian Quadrupel.
 

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